segunda-feira, 24 de agosto de 2009

2240 pessoas e uma pretenção: Cursar Fisioterapia na UEPB

UEPB divulga concorrência do Vestibular 2010

24-Aug-2009

A Comissão Permanente do Vestibular (Comvest) da Universidade Estadual da Paraíba divulgou, nesta segunda-feira (24), a concorrência para o Vestibular 2010 da Instituição. O curso de Direito – noturno, para o Campus de Campina Grande, foi o mais concorrido, com 32,38 candidatos por vaga no Sistema de Cota Universal.

Em seguida, ainda no Sistema de Cota Universal, está a graduação de Direito – diurno, também em Campina Grande, com 30,06 candidatos por vaga. Em terceiro lugar ficou o curso de Fisioterapia, com concorrência de 29,65, seguido pela graduação em Odontologia, com 29,17 candidatos por vaga

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Para o Vestibular 2010, 31.475 estudantes estarão concorrendo a 4.235 vagas oferecidas nos 42 cursos de graduação da UEPB.

A Matéria acima foi publicada hoje, no site da UEPB, através da Comissão Permanente de Vestibulares (Comvest). Matéria esta que interessa sem dúvida a muitos e muitos pré-vestibulandos, que a muito ralam pra conseguir sua tão sonhada vaga em uma universidade publica e gratuita. Mas não ta fácil, uma vez que mais de 31 mil candidatos concorrem a pouco mais de 4 mil vagas.

Mas se tratando do Curso de Fisioterapia, esta alta demanda de inscritos já é uma realidade presente a muito tempo, onde o curso já chegou a ser o mais concorrido, em vestibulares anteriores. Mas esta grande demanda não se trata apenas de uma tentativa de gratuidade no ensino, deve-se também a excelência oferecida pelo curso de Fisioterapia da UEPB, que já é referência na Paraíba, comprovada no ultimo ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), onde o curso conseguiu se colocar entre as melhores faculdades do Brasil e sendo considerada por muitos a melhor do Estado.

Mas apesar de tudo isso, ainda tem alunos que com muito esforço conseguem esta tão sonhada vaga, e por alguns motivos, acabam não valorizando o curso do qual fazem parte, e outros até chegam a desistir, abandonar ou até trancar o curso. Isso me lembra um ditado: “Santo de casa não obra milagres”, será que estes alunos não deram o devido valor que a instituição merecia? Ou será que não se identificaram com o curso e decidiram procurar outro do seu agrado? Bem... Esses questionamentos ficarão em aberto, sem respostas por enquanto, mas enquanto muitos continuam não valorizando o que tem, e querendo sempre mais (“Trocar um pássaro na mão, por dois voando...”), muitos estão aí... A espera de uma chance, pra buscar sua vitória profissional.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A Busca do diálogo...

Foi realizado nesta Quarta-feira, dia 19 de Agosto, às 9:00 horas da manhã, no auditório do departamento de Fisioterapia, uma palestra sobre: A relação Professor/Aluno: A busca do diálogo, ministrada pelo professor do Departamento de Psicologia da UEPB, Dr. Edmundo Gaudêncio. Entre os temas citados pelo professor temos a relação Emissor/receptor, os elementos formadores do discusso, tipos de comunicação, falhas na recepção de mensagens, conteúdo frasal e entonação, entre outros, que segundo o professor Edmundo são indispensáveis para uma boa relação social.

O evento foi realizado pelo Departamento de Fisioterapia, e organizado pela Profª Eliane Nóbrega, chefe do departamento. Segundo a professora outras palestras como esta serão realizadas, objetivando a discussão sobre outros temas relevantes ao departamento. Além da presença de Alunos e Professores, a palestra ainda contou com a participação do Ouvidor da UEPB, profº Jomar Ricardo da Silva, que em parceria com os demais Departamentos da instituição, está realizando esse ciclo de palestras, coletando assim, sugestões, críticas e opiniões acerca da atividade acadêmica na universidade.

Seguem os registros do evento:






Confira agora a entrevista com a Chefe do departamento de Fisioterapia e o Profº Edmundo Gaudêncio:

video

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fisioterapeuta pode ser chamado de DOUTOR??

O termo doutor é um título ou forma de tratamento cuja utilização desperta dúvidas tanto nos meios sociais como acadêmicos. A origem do termo encontra-se na palavra latina doctor, que significa mestre ou professor, pertencente à família do verbo docere, cuja tradução é ensinar. Um doutor, considerando-se do ponto de vista estritamente etimológico da palavra, é aquele que ensina. O uso e o tempo acrescentaram outros significados para doutor que se somaram àquele original. Segundo os nossos atuais dicionários Aurélio, Houaiss e Michaelis, doutor, em suma, significa:

“1º) aquele que cursou o doutorado; 2º) o médico; 3º) o advogado; 4º) o delegado de polícia; 5º) o juiz; 6º) uma pessoa considerada muito culta, importante; 7º) por cortesia, todo o indivíduo formado em curso superior; 8º) o portador do título “Doctor honoris causa””

Aquele que cursou o grau acadêmico de doutorado é considerado doutor no sentido etimológico da palavra, ou seja, de um professor dedicado ao ensino. No entanto, já existem alguns destes doutores que preferem não compartilhar o título com outros, de menor grandeza, por lhes parecer um tanto desvirtuado. Isto é: preferem ser simplesmente mestres ou professores que doutores. Portugal, nosso país descobridor, resolveu parcialmente este problema denominando doutor, por extenso, àquele que possui o doutorado e dr., abreviado, aos demais. Desta forma, pelo tamanho do doutor que precede o nome pode deduzir-se a importância do seu portador.

Diz a léxica nacional, bem como a internacional, que o termo doutor aplica-se especialmente aos advogados e médicos. Esta significação tem origem, quiçá, nas antigas universidades de Bolonha e Montpellier que tinham a tradição de conferir tais títulos especialmente a estas duas categorias. Conta-se que aqui mesmo no Brasil teria havido uma legislação similar que confirma esta observação.

A prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças, características tradicionais da Medicina, ajudaram a correlacionar este profissional com alguém que explica e, consequentemente, ensina, ou seja, com um doutor (doctor). Desta forma, o doutor médico passou a compartilhar do título atribuído tradicionalmente ao doutor professor.

Segundo os dicionários supracitados, juízes e delegados também são especificamente denominados doutores. No entanto, pessoas muito sábias ou importantes, mesmo não portadoras de título universitário ou doutorado, também são consideradas doutores perante a população, principalmente em países com maior desigualdade social como o Brasil.

Doutor também se aplica, por cortesia, a todos os demais formados em cursos superiores. Isto mesmo: a todos, por cortesia, segundo o dicionário Houaiss. Neste sentido, o título de doutor, afirma textualmente o gramático Celso Cunha, “Recebem-no não só os médicos e os que defenderam tese de doutoramento, mas, indiscriminadamente, todos os diplomados por escolas superiores”.

Algumas categorias profissionais não costumam utilizar o título doutor como forma de tratamento mútuo, tais como os contadores, entre outras. Em situação diferente está a Odontologia, antiga especialidade da Medicina que foi declarada profissão independente há três séculos pelo médico Pierre Fauchard, cujos profissionais são usual e naturalmente denominados doutores pela população, mesmo que isto não seja por eles exigido, mas curiosamente não está previsto de forma explícita nos três principais dicionários nacionais, e deveria estar. Em outra posição encontram-se os enfermeiros e fisioterapeutas os quais estimulam, através de Resoluções dos seus Conselhos Profissionais, o uso do título de doutor entre os seus membros por ser uma forma de tratamento gramaticalmente possível aos diplomados universitários.

Existe também o título acadêmico “Doctor honoris causa”, que é conferido por uma universidade a alguém com méritos, como forma de homenagem, independente de submissão a cursos ou exames. Nesta categoria encontra-se o doutor Lula, excelentíssimo presidente do Brasil, primeiramente consagrado um doutor de fato pelo seu povo, através das eleições, e posteriormente tornado um doutor de direito por Universidades do Brasil e do exterior. Vamos omitir propositadamente a análise dos títulos “Doutor da Lei” e “Doutor da Igreja” por precederem esta nova safra doutoral que passou a ser cultivada somente a partir da alta idade média.

Autor: Elcio Luiz Bonamigo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ato Médico - Por que é tão importante?

O Ato Médico, Projeto de Lei no Senado (PLS) 25/02 "Dispõe sobre o exercício da Medicina". Até ai está tudo bem. O problema está no restante do documento, no qual o Excelentíssimo Senador Benício Sampaio (PPB-PI), que aliás é médico, provavelmente não levou muito em consideração outras áreas da Saúde, principalmente, a Fisioterapia, a Enfermagem e a Farmácia.

Bem, o polêmico PLS tramita no Congresso Necional desde 2002 e propõe a regulamentação do exercício legal da Medicina. O PLS nº 268/02, de autoria do mesmo Benício Sampaio, também versa sobre esse assunto e, em respeito ao regimento da Casa, foi apensado ao PLS 25/02 para garantir economia processual. Atualmente, o projeto que regulamenta o Ato Médico está na Câmara dos Deputados sob a numeraçãp 7703/06. Na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), sob relatoria da Senadora Lúcia Vância, o PLS 268/02 foi aprovado com modificações e o PLS 25/02 foi rejeitado. O Conselho Federal de Medicina (CFM) apóia a iniciativa do Senado em criar uma lei que "define a área de atuação, as atividades privativas e os cargos privativos de Médico". No entanto, entidades representantes de profissionais da Saúde temem, de acordo com a Comissão de Assuntos Parlamentares do Coffito, que a "referida lei limite a autonomia profissional, interferindo nas ações desenvolvidas no âmbito dos serviços multiprofissionais, ferindo, assim, os princípios do Sistema Único de Saúde". Partindo disto, já houve até ameaças de outros setores da saúde em abandonar o serviço público. Em Janeiro de 2007, o Projeto de Lei (PL) 7703/06 foi encaminhado à Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) sob relatoria do deputado Edinho Bez. Somente nesta fase, foram apresentadas 60 emendas ao projeto de lei, sendo que 20 delas foram da deputada e fisioterapeuta Gorete Pereira. Das 60 propostas de emenda apresentadas, apenas 3 foram acatadas pelo relator e incorporadas ao seu relatório. Em novembro de 2008, abriu-se prazo para emendas ao substitutivo apresentado. Nesta fase, foram apresentadas 14 emendas, sendo que nenhuma foi acatada pelo relator - que manteve seu parecer inicial. O PL 7703/06 ainda será analisado, então, pelas comissões de Educação e Cultura - CEC; de Seguridade Social e Família - CSSF; e de Constituição e Justiça e de Cidadania - CCJC, enquanto isso continua girando lentamente pelo congresso sob os olhos atentos dos conselhos federais de Fisioterapia, Enfermagem e Farmácia.

O classe fisioterápica ainda é relativamente fraca devido à desunião e até mesmo disputas políticas dentro do COFFITO, por isso, entre outros conselhos federais, os de Enfermagem e Farmácia estão, rusticamente falando, "segurando a barra". Resta saber até quando.


Ato Médico - PL 7703/06 - http://sharex.xpg.com.br/files/4148548854/Ato_Medico.pdf.html



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Caminhos a serem percorridos...

É recente a entrada dos fisioterapeutas na área de distúrbios do sono, mas apesar do pouco tempo, a demanda por esses profissionais já é enorme. Há falta de profissionais capacitados para trabalharem na área. O fisioterapeuta Luis Vicente Franco de Oliveira, com doutorado em distúrbios cardiorespiratórios do sono pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisa realizada no Centro Médico de Veruno (Itália), acredita que atualmente há cerca de 20 fisioterapeutas trabalhando com distúrbios do sono no Brasil. Dr. Luis Vicente coordena o Laboratório de Distúrbios do Sono da Universidade do Vale do Paraíba (Univap).

A fisioterapeuta Kelly Ferrarezi, que trabalha no Instituto de Medicina e Sono de Campinas, está na área há um ano e meio e diz que toda a sua experiência foi adquirida na prática. Hoje, por não encontrar fisioterapeutas capacitados em distúrbios do sono, elas os treina para trabalharem na equipe. De acordo com Kelly, o primeiro passo para mostrar aos fisioterapeutas as possibilidades de trabalhar na área, prepará-los e abrir portas para a pesquisa é inserir o conteúdo na graduação. “É necessário também curso de especialização”, acrescenta. Dr. Luis Vicente acredita que para a atuação dos fisioterapeutas seria necessária à realização de um curso de especialização na área de sono e prática do estágio.


As contribuições do fisioterapeuta


A atenção ao paciente portador de distúrbios do sono é realizada por uma equipe multiprofissional, onde estão presentes médicos, técnicos em polissonografia, fisioterapeutas, odontólogos, psicólogos, nutricionista e educador físico. Cada vez mais percebe-se como é grande a contribuição que o fisioterapeuta pode dar a esta área, pois ele é um profissional com profundo conhecimento em anatomia, fisiologia e fisiopatologia dos diversos sistemas fisiológicos, em especial o sistema cardiorespiratório, além do domínio na área do suporte ventilatório não invasivo. Dr. Luis Vicente diz que já existem dados científicos que mostram o aumento da aderência ao tratamento por parte dos pacientes nos serviços onde existem fisioterapeutas. O paciente Jose Urias Fernandes, que durante o tratamento teve de dormir três noites no Instituto de Medicina e Sono de Campinas, acompanhado por fisioterapeutas diz que a presença desse profissional foi imprescindível no tratamento. “O fisioterapeuta se encaixou tão bem nessa área, que não vejo como a medicina do sono pode ficar sem ele”, diz.


O fisioterapeuta pode atuar em distúrbios como bruxismo, síndrome das pernas inquietas, na postura do sono, na higiene do sono e até utilizar conhecimento em distúrbios para tratamento de fibromiálgicos. Mas a área de maior atuação é a de distúrbios cardiorespiratórios. Os distúrbios do sono afetam até um terço da população adulta, e a apnéia obstrutiva corresponde a 70% dos atendimentos. No tratamento dos pacientes com apnéia, o fisioterapeuta faz a calibração do CPAP e o acompanhamento do aparelho, além de aplicar e analisar o exame de polissonografia.


Os fisioterapeutas também podem atuar em escolas, com a higiene do sono, mostrando qual o horário de estudo mais adequado para cada faixa etária e adaptando o ambiente de estudo dos alunos. Empresas com grande número de trabalhadores noturnos, como de caminhoneiros, têm procurado esses profissionais. Neste caso os fisioterapeutas atuam no esclarecimento de práticas e hábitos que podem evitar acidentes de trabalho e problemas de saúde.

Postura do Sono


A fisioterapeuta Silmara Rodrigues Bueno atua na área de postura do sono e desenvolve estudo no Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sobre a relação do tipo de travesseiro utilizado com a qualidade do sono. Silmara, ao aplicar a fisioterapia convencional em seus pacientes, percebia que eles tinham reclamações muito parecidas. Então foi investigar se uma das causas não era o fato de dormirem em posição incorreta. Assim surgiu o projeto de mestrado, que resultou em parceria com a empresa Duoflex, especializada em tecnologia do sono.


“Hoje existe a cultura de implantação de um colchão bom, mas do travesseiro não”, diz Silmara. Segundo ela, estudos apontam que 82,9% dos indivíduos não utilizam o travesseiro corretamente. As pesquisas foram feitas em dezenas de voluntários que dormiam no laboratório da Unifesp, onde sua postura era observada pelos fisioterapeutas e a fisiologia do seu sono era detectada pelo equipamento de polissonografia. Ao saírem do laboratório, os voluntários recebiam travesseiros adequados à sua estrutura física e recomendações sobre a melhor postura para dormir. Dra. Silmara conta que as melhoras chegam a aparecer no quarto dia de sono com os novos travesseiros.


A postura em que dormimos pode ter grande influência na qualidade do sono e ser uma aliada no tratamento de alguns distúrbios. Dra. Silmara explica que a postura de barriga para cima, por exemplo, favorece a apnéia e pode levar o individuo a desenvolver o ronco.


Ela também diz que os pais devem estar atentos à postura dos filhos durante a noite. Posturas como a de bruços podem favorecer o aparecimento de escoliose e uma flexão indevida do joelho, que podem acarretar problemas na juventude ou na fase adulta. O estudo desenvolvido por Dr. Silmara tem provocado grande repercussão na mídia e na sociedade. Recentemente ela esteve na Venezuela, a convite de uma empresa de colchões, para treinamento de fisioterapeutas. Dra. Silmara diz já ter dado mais de 40 entrevistas sobre seu estudo para jornais, revistas e programas de televisão. “A mídia está muito interessada. Toda a população dorme, e todos querem saber a postura correta de dormir”, afirma.


Diante de tanto interesse da população e da grande demanda do mercado por esses profissionais, a necessidade de se formar fisioterapeutas capacitados e realizar pesquisas torna-se cada vez maior. “Devagarinho conseguimos chamar a atenção de alguns colegas para a capacidade de absorção da área de trabalho e pesquisa”, diz Dr. Luis Vicente. “Hoje, no Instituto do Sono, quase tudo era motivo para pesquisa”, diz Dra. Kelly Ferrarezi, referindo-se à quantidade de temas a serem estudados em distúrbios do sono. “Estamos começando a andar agora”.


Autora: Lúcia Passafaro Peres

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sem Comentários...

Hoje dia 5 de Agosto de 2009, a Capital João Pessoa esta comemorando 424 Anos de Fundação, e desde sua fundação até hoje, o dia 5 de Agosto é considerado feriado municipal, nada mais justo, pelo fato de se tratar do aniversario da cidade, onde os trabalhadores, estudantes e funcionarios em geral param suas atividades para fazer alusão a esta festividade. Inicialmente foi publicada uma nota pela Universidade Estadual da Paraíba, através do site : www.uepb.edu.br, que apenas no Campus da capital, não haveria aula.

"A Administração Central da Universidade Estadual da Paraíba informa que o expediente desta quarta-feira, 5 de agosto, será normal em todos os setores administrativos, centros e departamentos da Instituição, a exceção do Campus de João Pessoa."

Ao serem informados de tal decisão, hoje todos os alunos, professores e funcionários da instituição dirigiram-se para seus respectivos setores, como acontece em todos os dias normais de expediente, mas ao chegar na instituição a surpresa: NÃO HAVERÁ EXPEDIENTE, e o motivo foi o decreto instituido pelo governo do estado. A universidade só foi comunicada, depois que havia sido feita uma notificação no site de que haveria expediente normal, deste modo milhares de estudantes e funcionarios, tiveram que voltar para as suas residências indignados pelo inconveniente gerado pelo fato. Confira a segunda parte da notificação vista pelos alunos e funcionarios horas antes do inicio do expediente.

Feriado estadual fecha a Universidade Estadual da Paraiba nesta quarta, 5 de agosto

05-Aug-2009

"A Administração Central da UEPB esclarece que fez publicar nota indicando o expediente normal para esta data, em virtude de equívocos promovidos pelo PORTAL DO GOVERNO, onde constava, na manhã do dia 4 de agosto, que "o aniversário de 424 anos de João Pessoa, comemorado nesta quarta-feira, dia 5 de agosto, vai alterar o funcionamento nas repartições públicas estaduais da Capital, que terão ponto facultativo em virtude do feriado municipal..." Foi com base nesta última informação que a Administração decidiu comunicar que o expediente seria normal na UEPB. Ou seja, com base na "faculdade" de escolher se haveria o "expediente de trabalho" normal ou não, ficou decidido pelas atividades normais. Posteriormente, à tarde, foi publicada nova notícia no mesmo Portal do Governo da Paraíba com o seguinte teor: "Nesta quarta-feira não haverá expediente nas repartições públicas estaduais, em virtude do feriado estadual de 5 de agosto, alusivo a Fundação do Estado da Paraíba e do aniversário de 424 anos de emancipação política de João Pessoa (GRIFOS NOSSOS). Com base na Lei Estadual nº. 3.489 de 30 de agosto de 1967, combinada com a Lei Federal nº. 9.093 de 12 de setembro de 1995, que disciplina a decretação de feriados civis e religiosos para todo o País, o secretário da Administração do Estado, Antonio Fernandes Neto, baixou portaria nº. 282, publicada no Diário Oficial desta terça-feira, 4 de agosto, disciplinando o feriado, no qual serão mantidos o funcionamento dos serviços essenciais. Na portaria, o secretário determina o recolhimento dos veículos oficiais, inclusive os de representação da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo estadual, sejam recolhidos às repartições de origem ou ao Centro Administrativo após o término do expediente do dia 4, e sejam liberados uma hora antes do início do expediente do dia 6 de agosto, informando, também, que qualquer liberação excepcional seja precedida de autorização do Gabinete Militar do Governador. As exceções são para ambulâncias, veículos de fiscalização das Secretarias da Receita, da Administração Penitenciária, da Segurança e Defesa Social, das Policias Civil e Militar e do Gabinete Militar, que poderão transitar normalmente no período, para execução das atividades essenciais. A portaria estabelece, ainda, que será de competência da Polícia Militar a apreensão e o recolhimento os veículos encontrados transitando no período que não haverá expediente sem a devida autorização".

Isso sim nos deixa sem comentários:

Alunos voltam pra casa, sem suas respectivas aulas...


Mas uma vez, o poder público nos fez de bestas!


Apesar das dificuldades enfrentadas pra se deslocar até a universidade muitos alunos dão a tão chamada: VIAGEM PERDIDA!


Por estas e outras ocasiões que nos deixam profundamente decepcionados, que a Equipe PatrulhaFISIO prefere deixar: SEM COMENTÁRIOS...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Fisioterapia Intensiva

A Fisioterapia dedicada ao paciente crítico tem seu início no mundo na década de 1950 com a crise da poliomielite. Inicialmente tinha seu enfoque na assistência ventilatória com manuseio dos ventiladores não invasivos chamados de pulmão de aço ( Iron Lung ). Após este período, vem sido incorporada ao atendimento dos pacientes principalmente no aspecto respiratório, a chamada fisioterapia pneumo-funcional, e a neurológica então neuro-funcional. Em 2001, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reconhece os primeiros cursos de Fisioterapia Intensiva no Brasil.

As Unidades de Terapia Intensiva transformaram-se em serviço especializado de caráter multiprofissional o qual englobou o fisioterapeuta no aspecto de diagnóstico, tratamento e prevenção.


A assistência ventilatória do paciente crítico, a monitorização ventilo - respiratória, a prevenção dos efeitos decorrentes do repouso prolongado no leito, assim como a atenção dos distúrbios e lesões musculos-esqueléticos, neurofuncionais, metabólicos e cardiovasculares imprimem uma gama de conhecimentos que transcende a Fisioterapia Pneumofuncional, apontando para a necessidade do treinamento na área de Fisioterapia Intensiva, especialidade de maior nível de complexidade e que, se devidamente administrada proporciona melhora significativa de indicadores de qualidade assistencial, tais como: morbidade, mortalidade e taxa de permanência, representando ganhos funcionais importantes e otimizando a relação custo-benefício da assistência. Nesta visão surge o Fisioterapeuta Intensivista (FI).


Quem é o Fisioterapeuta Intensivista?


É o profissional que se dedica ao atendimento do paciente crítico, efetuando diagnósticos e terapias cinesio-funcionais. Sua importância é reconhecida na Portaria do Ministério da Saúde a qual prevê sua obrigatoriedade em regime exclusivo de 12 horas nas UTIs. É sua função elaborar o prontuário fisioterapeutico com os diagnósticos e tratamentos funcionais e finalização de alta. Como agente promotor da fisioterapia, deve ser o coordenador dos procedimentos fisioterapeuticos, orientando os componentes das Unidades, sobretudo auxiliares, e sendo o realizador principal dessa atividade.


Existem duas formas de titulação, a direta emitida através do Conselho de Fisioterapia, ou seja, a de especialização em CF-AFIB, e indireta, profissionais que comprovaram até 2003, 5 anos de atuação em UTI.


Atuação Específica:


Parada-Cárdio-Respiratória: Os procedimentos fisioterapeuticos intensivos podem favorecer fatores que induzam às arritmias. Portanto o fisioterapeuta deve em situações emergenciais iniciar as manobras de reanimação pertinentes incluindo ABCD primário e, na ausência do médico e caracterizada a urgência-emergência, efetuar o A secundário (intubação orotraqueal) desde que esteja habilitado (portador do ACLS e Título).


Assistência Ventilatória: refere-se à indicação, acompanhamento e técnica de desmame com avaliação dos principais índices respiratórios como Tobim e PaO2/FiO2. Na prática é essencial a utilização dos ventilômetros, manovacuômetros, e incentivadores;


Transporte intra-hospitalar: deve ser de rotina o acompanhamento do Fisioterapeuta intensivista, no transporte de pacientes dependentes de oxigênio ou ventiladores para exames como tomografia computadorizada e ressonâncias, onde com ventiladores microprocessados de transporte com MICROTAK podem ser de extrema importância em pacientes dependentes de modos ventilatórios volumétricos e peep;


As Diretrizes curriculares básicas para formação do Fisioterapeuta Intensivo, incluem um projeto pedagógico destinado à formação exclusiva do FI na UTI, com carga horária mínima de 1600 horas, e mínimo de 13 meses, em Unidades que permitam 2 leitos para 1 especializando e possuam alto grau de complexidade. Curricularmente inclui nas suas disciplinas: Fisioterapia Pneumo-Funcional Intensiva; Fisioterapia Neuro-Funcional Intensiva; Assistência Ventilatória; Exames Complementares em UTI; Fisioterapia cardiovascular Intensiva; Fisioterapia Músculo-esquelético; Fisioterapia Nefrológica Intensiva;


Atuação do Fisioterapeuta Intensivo:


Oxigenioterapia: empregada através de cateter, máscara ou ventilação mecânica, deve ser indicada e acompanhadas através de avaliações gasométricas diárias;


Ventilação Mecânica: - avaliação de força e condição muscular global (exame físico; perimetria muscular; manovacuômetro e ventilômetro para musculatura). Monitorização gráfica em pacientes em Ventilação Mecânica;


Manobras de Higiene brônquica Intensivas, Técnica de Expiração Forçada (TEF), Técnica de Vibração, Percussão, Drenagem Postural, Reexpansão pulmonar, Aspiração traqueal;


Manobras Motoras Intensivas: Reabilitação da musculatura em pacientes inconscientes e conscientes sem estímulos voluntários através de eletroestimulação (FES), cinesioterapia. Atuação em Escaras de Decúbito através de posicionamento, uso de laser terapêutico e manipulação miofascial (quando instalada a lesão). Indicações de Órteses para minimização de distúrbios ostio-articulares, Mobilização ativa, Mobilização passiva e Posicionamento intermitente;


Análise dos Exames Complementares: Conhecimento necessário para interpretar os exames de rotina em UTI (gasometrias, Radiologias Tórax, Tomografias, Eletrocardiograma).



Autor: Douglas Ferrari.